Sei que estive um tempo fora, o que me teria dado tempo para pensar, e bem, num novo post.
Mas para ser sincera, a criatividade não tem sido nada minha amiga nos últimos tempos.
Eu sei que quero dizer algo, mas não sei bem o quê nem como.
E agora, virão algumas assanhadas dizer que é porque sou tontinha ou tenho um parafuso a menos. São só bocas da reacção.
Ocorre-me dizer, por ex. que me apetecia fazer um "peeling"... não para esticar a pele da cara e pescoço, nem para tirar as dobrinhas da testa ou dos olhos, não. Queria um peeling á memória, se é que isto pode ser exequível...
Gostava de mascarar o lado do cérebro, ao qual cabe a função de "gravar informação", aquela informação fétida que nos turva o corpo, e que teima em aparecer de vez em quando.
Mas, as más recordações também fazem parte de nós, ajudam-nos a ver o outro lado, como se fossem uma lupa.
Nos últimos dias tem-me ocorrido como seria eu poder sair de mim e olhar-me de fora... depois penso, seria uma autêntica desgraça!
Mas que falta de chá, eu a olhar para nada.
Então, vou virar o jogo. Vou voltar á memória e prender-me, só e apenas, nas coisas boas e muito boas... exercicio falhado. Só as consigo classificar como tal, se me debruçar sobre as outras, as más.
Bolas, não há forma de mascarar nada!
Vai ser sempre assim, não dá para reciclar nada do que entrou na caixinha, apenas tentar ao máximo não a movimentar muito, para que o mau se conserve lá no fundo, bem quieto, não arrumado, mas quieto.
Por ora, vou manter a lupa longe de mim, até mesmo, porque posso já não ter caixa que chegue para o que iria observar...
Bjinhos
terça-feira, abril 22, 2008
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4 comentários:
Até ao sistema de perdas eu já expliquei. Pois hoje, quero falar-te da sequência. Do que acontece a partir da perda. Para nós, cá em cima, a perda é sinónimo de fragilidade. O ser perde para se fragilizar. E fragilizar para quê? Para obrigar a ir lá dentro, ao centro do sentimento, aceitar, aceitar que as coisas acontecem, e vivenciar o que tiver de vivenciar nesse momento.
Se a pessoa não se fragiliza, se não se conecta com a sua emoção, nesse caso, as perdas vão sendo cada vez maiores, para que se dê o ponto de contacto. O ponto de contacto é o momento preciso em que a resistência baixa para zero, e o ser se conecta com ele próprio, com o que verdadeiramente sente, e é iniciado o processo de aceitação.
O processo de aceitação é quando a pessoa interioriza que não é nada perante o Universo na sua totalidade. Quando percebe que se as perdas lhe aconteceram foi porque as atraiu, nesta ou noutra encarnação. Quando interioriza que tudo se vai transformar na sua vida ao mudar de atitude, passará a agir de forma muito mais autêntica e universalista.
Ao aceitar, o ser começa a abrir-se para o infinito, para as novas dimensões. E é lá que vai buscar inspiração e luz para iniciar o próximo processo pós-perda. O processo de ascensão.
Claro que o texto é uma citação. Esqueci-me das aspas.
Muito filósofa! Deve ter sido mesmo a falta de computador. Até parece quando falta a luz e…ficamos um pouco sem saber o que fazer…
Gostei imenso dessa do peeling à memória – se existisse acho que tinha imenso sucesso. Mas o giro é que a memória mais longínqua está bem presente, nos mais pequenos pormenores… o que aconteceu ontem Puff! Varreu-se completamente!
A Lupa: acho que ela vai crescendo à medida que os anos, as coisas más, as coisas boas, acontecem. E é bom ter uma lupa para não tornarmos a cair nas asneiras, para podermos ver/ler/compreender as pessoas que nos rodeiam; quem realmente vale a pena observar com lupa maior ou quem merece levar com a lupa partida na cabeça! Às vezes nem de lupa, nem de óculos vemos…
Agora não acredito que, se te colocasses do lado de fora e olhasses para ti própria visses nada, como dizes! Era impossível porque há muita coisa lá dentro…se calhar até demais, daí a tua dificuldade em querer ver. E se não consegues mascarar, ainda bem!! De mascarados à nossa volta estamos nós muito fartas!
Olha, agora deu-me a mim para isto, mas às vezes é bom ser séria (normalmente sou é pouco brincalhona). E se precisares de uma lupa maior, acho que estás rodeadas de outras lupitas que te podem ajudar a encontrar uma! Não estás sozinha.
Bjs.
CrisJ, querida, que mais podemos nós fazer ou dizer para te convencer que, pelos olhos da nossa lupa (e que nem dela precisamos) vemos tantas, mas tantas coisas boas em ti?
As más recordações têm que lá estar, sem elas dificilmente poderiamos apreciar as boas como elas merecem...se abanares corajosamente um pouquito a caixa, vais ver que o "cocktail" não é assim tão assustador...
Bjs Amiga,
Mimas
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